Havia uma barata, não na careca do vovô, mas no batente da minha porta da sala para a cozinha. Só a vi quando passei por ela, pela pentelhonésima vez. Foi assim: vi uma sombra com o canto do olho quando voltei à cozinha. Fiquei matutando: será que é? Será que não é? Voltei bem devagar para confirmar: Era!!!
Não preciso nem dizer que meu estômago embrulhou, meu coração taquicardiou, tremeliquei (aliás, estou tremelicando até agora) e me lembrei que o inseticida está no banheiro social, ou seja, para eliminar a barata precisava passar por ela mais uma vez, só faltava ela ser voadora. Era!!!
PQP, e agora???? Enchi-me de coragem e resolvi jogar-lhe o chinelo, só que ela estava num ângulo desfavorável e ao armar a chinelada ela armou as asas, morri por uns milésimos de segundo, mas fui mais rápida e acertei-lhe a chinelada.
Como eu já estava sem forças, por tantas emoções, a dita caiu no chão, mas teve ânimo para correr para debaixo da mesa. Fui ao banheirão (como o chamamos) peguei o inseticida e gastei quase toda a lata onde eu achava que a bicha estava, ela foi titubeando para a cozinha; não gosto de jogar inseticida na cozinha, mas fui obrigada. Quando ela ameaçou ir para o fogão, joguei-lhe saraivadas de inseticida até que ela caiu e eu a cobri de veneno.
Esperem só um pouquinho que vou lá ver se ela está no mesmo lugar (barata tem o hábito de se fingir de morta)...
Fui e voltei. A pilantra está lá, mortinha da silva. Dizem que uma barata nunca vem sozinha. Vou ficar olhando para todos os lados procurando sua parceira. Puts. Não nos livramos delas. Elas estão por toda parte.
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